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Calculadora gratuita

Quociente eleitoral: quantos votos elegem, de verdade.

Em eleição proporcional — vereador, deputado estadual, deputado federal — ninguém se elege por ser o mais votado. Elege-se porque o partido alcançou o quociente e porque, dentro dele, você estava entre os primeiros. Aqui embaixo a conta está aberta: preencha os votos e veja as cadeiras sendo distribuídas, com o passo a passo e o artigo da lei em cada etapa.

Calculadora de quociente eleitoral

Roda no seu navegador. Nada do que você digitar é enviado para lugar nenhum.

Nominais + legenda. Sem brancos e nulos.
Cadeiras da câmara ou assembleia.
A regra mudou; usar a errada troca cadeiras.
Partido ou federação Votos do partido (nominais + legenda)  
—
Quociente eleitoral
votos válidos ÷ vagas (art. 106)
—
Piso individual do candidato
10% do quociente (art. 108)
—
Mínimo do partido para disputar sobras
80% do quociente (art. 109)
Partido Votos Quociente partidário Sobras Cadeiras  

Passo a passo da distribuição

  1. Preencha os votos para ver a conta.

Esta calculadora distribui as cadeiras entre os partidos. Ela não aplica o corte individual — o candidato que não alcança o piso pessoal perde a vaga para a sobra, e isso depende dos votos de cada candidato. Na plataforma, a conta roda com os votos reais de cada candidatura do TSE e mostra quem fica e quem cai.

A conta, por extenso

Quatro passos, e nenhum deles é "quem teve mais voto"

Está tudo nos artigos 106 a 109 do Código Eleitoral. A ordem importa: cada passo usa o resultado do anterior.

Quociente eleitoral (art. 106)

Votos válidos divididos pelo número de vagas. É o "preço" de uma cadeira naquela eleição. A fração some se for igual ou inferior a meio, e vira um se for maior.

Quociente partidário (art. 107)

Os votos de cada partido — nominais dos seus candidatos mais os de legenda — divididos pelo quociente eleitoral, desprezada a fração. O resultado é quantas cadeiras aquele partido leva de saída.

O corte individual (art. 108)

Só ocupa uma dessas vagas o candidato que tiver, sozinho, pelo menos 10% do quociente eleitoral. Se o partido tem direito a três cadeiras e só dois candidatos alcançam o piso, a terceira vaga vai para as sobras.

As sobras, pela maior média (art. 109)

As vagas que restaram são entregues uma a uma: em cada rodada, ganha o partido com a maior média — seus votos divididos pelas cadeiras que já tem, mais um. Depois de cada vaga, as médias são recalculadas.

O que a Lei 14.211/2021 mudou — e por que isso troca cadeiras

  • Até 2020: qualquer partido que disputasse concorria às sobras, sem piso de votos para a legenda. Bastava o candidato ter 10% do quociente.
  • De 2022 em diante: para disputar as sobras, o partido precisa ter ao menos 80% do quociente eleitoral e o candidato, ao menos 20%.
  • A exceção do § 3º: se, numa rodada de sobras, nenhum partido cumprir o piso, todos voltam a concorrer — a vaga não fica vaga.

Não é detalhe de advogado. No Rio de Janeiro em 2018, sob a regra antiga, um partido elegeu deputado federal por média tendo somado 149 mil votos numa eleição cujo quociente era de 171.417. Sob a regra de hoje, ele nem entraria na disputa da sobra. Calcular uma eleição antiga com a lei nova — ou o contrário — muda quem está eleito.

Onde a conta costuma sair errada

Quatro erros que aparecem em quase toda planilha de campanha

Somar brancos e nulos nos votos válidos
Desde a Lei 9.504/1997, brancos e nulos não são válidos. Incluí-los infla o quociente e faz a campanha perseguir uma meta de votos maior do que a real.
Esquecer o voto de legenda
O voto dado só ao número do partido conta para o quociente partidário. Em partido com militância organizada isso costuma valer uma fatia relevante — e é o tipo de voto que uma campanha pode ir buscar deliberadamente.
Tratar federação como se fossem partidos separados
Partidos federados disputam como uma coisa só: os votos somam e as cadeiras são distribuídas à federação. Contar em separado dá quociente partidário menor e cadeira a menos.
Ignorar o piso individual
É comum ver campanha comemorar que "o partido vai eleger quatro" sem checar se quatro candidatos alcançam 10% do quociente. Quando não alcançam, a vaga escapa para as sobras — e costuma ir para o adversário.
Com dados reais

Na plataforma, essa conta roda sozinha — sobre a eleição inteira

A calculadora acima trabalha com os números que você digitar. Dentro do Atlas Voto, ela lê os votos oficiais do TSE de cada candidatura, aplica o piso individual, distribui as sobras pela regra do ano certo e diz, nome por nome, quem está eleito e quem é o primeiro suplente. E na noite da eleição faz isso ao vivo, enquanto os votos entram.

Simulador de quociente da plataforma, com a projeção de eleitos por partido

Simulador de quociente do Atlas Voto — tela real, com nomes de exemplo.

Quantos votos faltam para a sua cadeira?

A resposta está no histórico da sua cidade — e ele é público. O Atlas Voto organiza esse histórico por município, bairro, local de votação e seção.