Em eleição proporcional — vereador, deputado estadual, deputado federal — ninguém se elege por ser o mais votado. Elege-se porque o partido alcançou o quociente e porque, dentro dele, você estava entre os primeiros. Aqui embaixo a conta está aberta: preencha os votos e veja as cadeiras sendo distribuídas, com o passo a passo e o artigo da lei em cada etapa.
Roda no seu navegador. Nada do que você digitar é enviado para lugar nenhum.
| Partido ou federação | Votos do partido (nominais + legenda) |
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| Partido | Votos | Quociente partidário | Sobras | Cadeiras |
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Esta calculadora distribui as cadeiras entre os partidos. Ela não aplica o corte individual — o candidato que não alcança o piso pessoal perde a vaga para a sobra, e isso depende dos votos de cada candidato. Na plataforma, a conta roda com os votos reais de cada candidatura do TSE e mostra quem fica e quem cai.
Está tudo nos artigos 106 a 109 do Código Eleitoral. A ordem importa: cada passo usa o resultado do anterior.
Votos válidos divididos pelo número de vagas. É o "preço" de uma cadeira naquela eleição. A fração some se for igual ou inferior a meio, e vira um se for maior.
Os votos de cada partido — nominais dos seus candidatos mais os de legenda — divididos pelo quociente eleitoral, desprezada a fração. O resultado é quantas cadeiras aquele partido leva de saída.
Só ocupa uma dessas vagas o candidato que tiver, sozinho, pelo menos 10% do quociente eleitoral. Se o partido tem direito a três cadeiras e só dois candidatos alcançam o piso, a terceira vaga vai para as sobras.
As vagas que restaram são entregues uma a uma: em cada rodada, ganha o partido com a maior média — seus votos divididos pelas cadeiras que já tem, mais um. Depois de cada vaga, as médias são recalculadas.
Não é detalhe de advogado. No Rio de Janeiro em 2018, sob a regra antiga, um partido elegeu deputado federal por média tendo somado 149 mil votos numa eleição cujo quociente era de 171.417. Sob a regra de hoje, ele nem entraria na disputa da sobra. Calcular uma eleição antiga com a lei nova — ou o contrário — muda quem está eleito.
A calculadora acima trabalha com os números que você digitar. Dentro do Atlas Voto, ela lê os votos oficiais do TSE de cada candidatura, aplica o piso individual, distribui as sobras pela regra do ano certo e diz, nome por nome, quem está eleito e quem é o primeiro suplente. E na noite da eleição faz isso ao vivo, enquanto os votos entram.
Simulador de quociente do Atlas Voto — tela real, com nomes de exemplo.
A resposta está no histórico da sua cidade — e ele é público. O Atlas Voto organiza esse histórico por município, bairro, local de votação e seção.